"A humildade exprime, uma das raras certezas de que estou certo: a de que ninguém é superior a ninguém". Paulo Freire
Esse artigo foi publicado na Revista Direcional Escolas em 2009. No momento em que o escrevi estava cumprindo uma das disciplinas de Mestrado e tive a oportunidade de elaborá-lo e reafirmar ao leitor a esperança, para que compreendamos que nem tudo está perdido no Brasil, muito menos na Educação. Basta encontramos um caminho para que a nossa chama permaneça acesa, enquanto educadores. Como diz Paulo Freire que antes de qualquer atitude, que tenhamos em mente uma “razão encharcada de emoção”. Desta maneira inicio a reflexão:
Impressiona-me a cada dia o número de desabrigados e desempregados no Brasil. Como Cidadã e Educadora pergunto: Como olhamos essas pessoas que estão vivendo a desigualdade social, menosprezados, sem tantos direitos na prática e com poucas condições concretas para resgatá-las desse meio? Isso incomoda, e muitas vezes sinto-me impotente diante da situação, não encontro justificativas no ato de colocar essas crianças na escola; sem um amparo psicológico, pois muitas não têm nem mesmo o alimento diário, estando em contato, com a desnutrição, e tantas outras questões. Não compreendo como os pais dessas crianças lutam tanto, ou muitas vezes ficam a margem da situação por falta de um olhar da sociedade. Eles precisam de motivação para encontrar na escola uma instrução diferenciada para seus pequenos e assim, olhá-los como esperança para o hoje e o amanhã, ao invés de levá-los para a rua e realizar outras atividades sem ser a escola. Talvez isso reflita à falta de escolaridade deles próprios.
Outra pergunta: Há, de fato, um preparo, uma base capaz de sustentar a idéia de que a educação pode ser o meio de direcionar esses problemas familiares e sociais? Em que mundo estamos ou queremos chegar (já estamos muito próximos de um verdadeiro colapso no País)? O que queremos para as crianças, que chamamos de futuro? Muitas vezes, deparamos com a transferência dos problemas à metafísica dizendo: "Se está assim é porque Deus quer" ou num discurso tanto individualista: "Parem de ter filhos". "Cada um cuida de si”. Será que essa reação é a mais adequada? Não estaria no momento de refletirmos sobre como reagimos às situações mais adversas? Somos tão Brasileiros quanto eles, ou seja, cidadãos com os mesmos direitos. Como não enxergamos e lutamos com mais força, ou começarmos por nós mesmos tomando atitudes diferentes para melhorar um pouco, todo esse caos que estamos vivendo. Como diz Rosseau: “Não se trata mais de levar as pessoas a agirem bem, basta distrai-las de praticar o mal”.
Outra pergunta: Há, de fato, um preparo, uma base capaz de sustentar a idéia de que a educação pode ser o meio de direcionar esses problemas familiares e sociais? Em que mundo estamos ou queremos chegar (já estamos muito próximos de um verdadeiro colapso no País)? O que queremos para as crianças, que chamamos de futuro? Muitas vezes, deparamos com a transferência dos problemas à metafísica dizendo: "Se está assim é porque Deus quer" ou num discurso tanto individualista: "Parem de ter filhos". "Cada um cuida de si”. Será que essa reação é a mais adequada? Não estaria no momento de refletirmos sobre como reagimos às situações mais adversas? Somos tão Brasileiros quanto eles, ou seja, cidadãos com os mesmos direitos. Como não enxergamos e lutamos com mais força, ou começarmos por nós mesmos tomando atitudes diferentes para melhorar um pouco, todo esse caos que estamos vivendo. Como diz Rosseau: “Não se trata mais de levar as pessoas a agirem bem, basta distrai-las de praticar o mal”.
O objetivo nos artigos é que consigamos parar um pouco, e pensar se nós enquanto cidadãos e educadores possuímos uma formação adequada para inserir e acompanhar essas crianças dentro das sala de aula, apresentando-as apenas conteúdos sistemáticos, ou estamos preocupados com o cidadão em sua completude, aquele que pensa, sente, age e interage com a sociedade? O que precisamos mudar na Educação de nossas crianças?
Se pensarmos que o primeiro passo para contribuir com o País é realizando nosso papel de educador com amor e dedicação, como traz a teoria de Paulo Freire, chegamos mais próximos dos nossos alunos, os quais precisam ser motivados a sentir o "desejo" de buscar o novo, o conhecimento. Nós somos instrumentos para mostrar aos alunos uma parte desse conhecimento e deixá-los buscar a outra parte, pois a falta e a lacuna renovam a vontade de aprender.
Se pensarmos que o primeiro passo para contribuir com o País é realizando nosso papel de educador com amor e dedicação, como traz a teoria de Paulo Freire, chegamos mais próximos dos nossos alunos, os quais precisam ser motivados a sentir o "desejo" de buscar o novo, o conhecimento. Nós somos instrumentos para mostrar aos alunos uma parte desse conhecimento e deixá-los buscar a outra parte, pois a falta e a lacuna renovam a vontade de aprender.
Sejamos otimizadores de uma educação solidária, em que seja posto o conhecimento, como mediador do aluno até o aprendizado. Não tornemos uma aprendizagem dependente, mas apontemos sua importância, incentivando nossas crianças. Esqueçamos a educação bancária, na qual se fazia do aluno depósito do que falamos em sala de aula, fazendo de nossa palavra verdade única.
A segunda contribuição é nossa convicção enquanto educadores, que lutam pela formação de seres reflexivos. Não no sentido de simplesmente pensar por pensar. Falamos de receber o conteúdo e dar sentido e significado a sua vivência, na qual relações com suas realidades sejam feitas. As crianças precisam do livre arbítrio para argumentar, perguntar e, quando necessário responder suas próprias dúvidas baseadas em suas pesquisas e estudos. Pode ser assim, que com uma nova concepção de educação consigamos enfim, oferecer uma educação melhor aos nossos alunos.
Nós temos em mãos o instrumento mais valioso, capaz de alavancar a vida do ser humano; a construção do saber. No entanto, precisamos estar envolvidos com o processo de aprendizagem das crianças. Paulo Freire pontua:“Diz-me e esquecerei. Ensina-me e lembrarei. Envolva-me e aprenderei”. Deve-se ensinar e instruir com paixão, cuidando do outro, entendendo o olhar das nossas crianças dentro de sala de aula, e evidenciar suas habilidades e compreender suas limitações, para assim potencializar suas aprendizagens, seu progresso escolar. Isso é envolver-se com a aprendizagem do outro.
Não sabemos a reposta para o fim dos acontecimentos, mas se modificarmos a nossa realidade, como diz o ditado: "a união faz a força!". Alcançaremos uma melhora.
Não sabemos a reposta para o fim dos acontecimentos, mas se modificarmos a nossa realidade, como diz o ditado: "a união faz a força!". Alcançaremos uma melhora.
Muito bem, Aninha! Um país só melhora mesmo é com eduação, parabéns! Beijos, Tia Flavinha
ResponderExcluirParabéns Aninha!!!
ResponderExcluirVocê disse tudo. Educação vem desde o berço.
Thales Loureiro
Muito Bom!!!Vou ficar de olho nesse blog todo dia!!Gostei muito dos ultimos paragrafos.Eu penso exatamente assim.Parabens Aninha!!Heleny
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