segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Realidade Educacional: Brasil x Portugal





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    O artigo de hoje tem como base a matéria exibida pelo Fantástico, no Domingo passado. No programa foi acompanhado a ida dos professores do conselho de classe à Portugal, onde estes visitaram uma escola da Ponte. Nesta vivência alguns aspectos chamaram atenção e são abordados a seguir:

1. Recepção que os professores receberam ao chegar em Portugal.
2. O aluno escolhe a melhor avaliação para o seu processo de aprendizagem.
3. Os alunos formam grupos de estudo de maneira autônoma.
4. A música é utilizada em sala de aula como facilitador do ambiente de aprendizagem.
5. A professora levanta a mão para falar com os alunos.

    O primeiro aspecto relevante desta reportagem é a recepção dada aos professores em Portugal, com a música de Michel Teló. Não que sejamos preconceituosos ou não enxerguemos os diversos estilos musicais do nosso País, mas algo ficou latente nesta escolha. Que imagem cultural o nosso País transmite para o mundo? A mensagem deixada por nossos músicos que aos poucos são ícones e representam nosso povo. Viva nosso Tom Jobim, Taiguara, Chico Buarque, Gilberto Gil, Gonzaguinha, Cartola, dentre outros que realmente evidenciam as riquezas e os encantos do nosso País, ou mesmo Gabriel Pensador com suas letras fabulosas retratando nossa realidade de maneira sensata.
    Os próximos aspectos estão ligados diretamente a experiência dos nossos professores na Educação da Escola da Ponte, onde existe outra gama de situações, a começar pela estrutura e sistema educacional, econômico e social do País, sem contar a realidade daquelas crianças como seres biopsicossociais. As condições e a realidade do País é outra. Devemos observar e analisar essas realidades com o “pé no chão” sem a intenção de transpor aquela metodologia a nossa realidade.
    Alguns fatores são muito favoráveis para aplicação no Brasil, como a lista que os alunos disponibilizam para formar grupos de estudos específicos, ou seja, os alunos com dúvidas em disciplinas específicas colocam seus nomes na lista e fazem uma tarde de estudos para ajudar e aprender com os demais colegas. Oportunizar estes momentos de troca é muito importante para o processo de aprendizagem, inclusive para motivá-los, tomar consciência de suas habilidades e limitações.
   Outra idéia interessante é a questão da avaliação, mas para que esta metodologia seja aplicada, algumas mudanças conceituais precisam acontecer no Brasil. A avaliação pode ser construída de outra maneira, com outros parâmetros. É algo a ser repensado pelas autoridades educacionais. Acreditamos que não há medida certa para quantificar o nível de aprendizagem. Nem sempre um aluno A é o mais reconhecido no mercado de trabalho.
    O uso da música em sala de aula como meio de concentração para aprendizagem é algo a ser analisado, levando em consideração que o ambiente educativo das crianças portuguesas proporciona esta metodologia. Mas será que assim funcionaria no Brasil? Precisamos, com cautela estudar as possibilidades, antes mesmo de aplicá-las em sala de aula. Com certeza a musicalização é um meio de aprender.
    Para os leitores que assistiram ao programa também puderam observar a questão dos limites estabelecidos em sala de aula tanto por parte do professor, como dos alunos. Uma das situações mostra a professora levantando a mão para comunicar-se, ou seja, o limite não é válido apenas para as crianças, mas também para os professores. São chamados combinados. A criança precisa deste norte, das normas, rotinas para guiá-las e deixar o caminho livre para novos conhecimentos e construções dentro da escola.
    Após estas colocações, voltemos um pouco para os destaques da entrevista com os nossos professores, os quais relataram a riqueza desta experiência, onde no final todos disseram estar dispostos a melhorar suas práticas pedagógicas, das seguintes formas:
    Um deles acredita que o aluno pode escolher o conteúdo a ser estudado. O outro coloca que a questão do espaço sala de aula já está ultrapassada; e no último instante da entrevista, uma das professoras aparece com a seguinte fala: “Pianista sem dedo não consegue trabalhar. Assim é um professor sem voz”. O que a professora demonstra nesta frase? Que muitas questões primárias, ainda precisam ser trabalhadas em nossas escolas, antes mesmo de modificarmos situações como as citadas e aplicadas na Educação de Portugal.

“Não podemos esquecer e nem colocar nossa realidade em segundo plano, mas reconhecer nossa economia, sociedade, nosso povo, nossos valores”.


     

Um comentário:

  1. Parabéns, Aninha, adorei! Não vi a reportagem, mas você passou a mensagem direitinho. Ah, a música... meu sonho é introduzirem a música clássica nas salas de aula e nos corredores dos colégios. Confio esse projeto a você, garota! Beijão, Tia Flavinha

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