domingo, 12 de fevereiro de 2012

O retorno dos valores

Caros leitores para hoje tinha como objetivo abordar os métodos de avaliação aplicados nas nossas Escolas, mas diante da transmissão do Fantástico no Domingo, acredito que não podemos passar para um novo dia sem comentar as tragédias e inversões de valores que nosso País vive.
A cada amanhecer percebemos a perda de controle das ações do ser humano. As negligências são inúmeras: jovens inconseqüentes cometendo crimes no trânsito e claro resultando em vítimas como chefes de famílias; jovem que teve sua face altamente violada por defender um mendigo; jovem assassino sendo julgado por um crime bárbaro, da menina Eloá; médico que receita medicamentos proibidos e altamente prejudiciais ao ser humano; condomínio “cortando” água mineral de uma família com dificuldades financeiras e etc.
Minha reflexão está pautada em uma única frase: Onde vamos parar? Que mundo entregaremos aos nossos filhos, sobrinhos, netos e daí por diante? Como vamos reverter toda essa situação?
Como diz Paulo Freire: “educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. As pessoas transformam o mundo”. Desta maneira, pode-se voltar à mesma tecla que sempre insisto: devemos cumprir nosso papel enquanto Educadores, formadores de cidadãos. Precisamos de atenção aos conteúdos desenvolvidos dentro de sala de aula, esse também é objetivo dos professores, sim! É compreensível que não podemos transformar o mundo, mas é possível orientar e motivar nossas crianças a construção de um caminho de paz, caráter, respeito a si e ao próximo com noções familiares e religiosas, fundamentados na ética e na sociologia que no meu tempo era trabalhada nas Escolas.
Fico pensando: até quando concordaremos com programas, filmes, brinquedos violentos (armas, soldados, tanques de guerra, carros de polícia. O que isso representa?), ou ainda aqueles que motivam atitudes inadequadas, sendo exemplos e escolas vivas para uma adolescência ou uma vida adulta repleta de distorções? Há quem diga a necessidade dessa exposição para alertar....Eu tenho minhas dúvidas. Não são os fatos mostrados diariamente nos noticiários.
São muitos questionamentos, mas é tempo de refletir, o que não temos costume! Um dia escutei da minha orientadora, Evelise Portilho: “Aninha para que uma ação seja consciente é preciso passar primeiramente pelos nossos sentidos”. Muito verdadeiro. Vamos começar a mudança, meus amigos leitores.

2 comentários:

  1. Aninha, acho que a família em primeiro lugar é quem pode firmar os valores corretos. A união da família é importante.
    Os pais devem conhecer seus filhos, conversar com eles, saber o que fazem e com quem andam. A amizade entre pais e filhos garante uma sociedade um pouco melhor.

    ResponderExcluir
  2. Bom dia, Rapha! Você está certíssima nos seus posicionamentos! São esses valores que carregamos conosco e assim passamos aos nossos filhos, sobrinhos e afins. No entanto, em alguns momentos na escola, essa não é a realidade que o professor visualiza dentro de sala de aula. Muitas vezes, o aluno vai para escola sem conhecer os primeiros princípios básicos, que pensamos como papel da Educação Familiar, como você colocou.
    Por isso, como Educadora vejo essas lacunas não como "culpa" (essa não é a palavra adequada) da família em alguns casos, mas vejo que eles também fizeram ou fazem parte de um mundo ou estão a margem de uma sociedade, diferentemente dos filhos pequenos e que podem participar de uma outra Educação.
    É dentro dessa perspectiva que penso! Na qual pdemos colaborar com a inserção desses valores dentre da escola e acreditar nas mudanças e quem sabe proporcionar um futuro mais ameno para essas crianças.
    Obrigada pela reflexão feita! Que consigamos deixar bons frutos com nossas concepções favoráveis de como Educar uma Criança.

    ResponderExcluir