segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O tempo de ser criança!!

    Bom dia, meus queridos leitores!! Muito bom perceber que o Blog tem provocado o movimento de uma reflexão. Esse é o maior objetivo dessa ferramenta. Obrigada.

    A reflexão de hoje centra-se na infância que oferecemos as crianças que nos cercam. Penso que por motivos como a globalização, a cobrança do mercado de trabalho e a independência que buscamos para os nossos pequenos, esquecemos um pouco do que é ser criança.
     Um dia assisti um documentário sobre Educação que uma menina de uns nove anos relatou o seguinte: “Ai! É aula no colégio, no reforço, no Kumon, no inglês e daí eu pude escolher o ballet ou a natação. Assim, chego em casa tomo banho, como e durmo. Nem dá tempo pra brincar”.  Diante dessa fala da criança, pergunto: será que sabemos o momento de cada etapa da criança ou estamos acelerando um processo que futuramente possa aparecer seus problemas, suas limitações?
     Na Educação Infantil é comum isso acontecer, pois os responsáveis pelas crianças cobram muito o produto; mas e o desenvolvimento é visto? A criança no pintar, no moldar, no brincar estabelece aprendizagens de todas as formas como: lateralidade, coordenação motora, organização mental dos processos do aprender e outros.
      Por isso, em alguns momentos, tenho a sensação de que aceleramos e privamos muito as fases da infância, privilegiando o futuro dessas crianças aos vinte anos de idade, ou seja, no ingresso ao mercado de trabalho. Dessa forma, a criança só pode brincar final de semana, porque durante os outros dias de “feira”, só há espaço para os estudos.  Assim, volto a perguntar: Será que permitir a criança assistir um filme, desenhar algo, jogar com a família após cumprir suas atividades é realmente perder o foco?
     Deve-se ter claro que impor limite e regra para os dias da criança é uma coisa e privá-la de certas coisas é outra. Sou adepta ao limite e a regras, mas precisamos compreender que gerações se passaram e as oportunidades que tivemos quando crianças, hoje não há mais. Nesse sentido, podemos visualizar o grande aceleramento, inclusive de informações e conteúdos recebidos pelas crianças, as quais muitas vezes não internalizam o conteúdo pela “imaturidade”, não porque existe uma dificuldade de aprendizagem.
    As famílias precisam entender que a aprendizagem também possui suas fases, como tudo na vida. A cada passo dado, a criança amadurece cognitivamente. Esse espaço deve ser respeitado e motivado, jamais acelerado, pois cada um possui seu tempo e ritmo para tudo na vida. Como diz essa passagem: “Tudo tem seu tempo. Todas as coisas têm o seu tempo. Há um tempo de nascer e um tempo de morrer. Há um tempo de plantar...”

2 comentários:

  1. É importante respeitar cada fase da criança, essa é a base para se formar um adulto feliz. Criança tem o direito de ser criança, eu respeito isso! Parabéns pelo texto! Beijos, Tia Flavinha

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